sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Limites na Educação dos Filhos

“Crianças-problema não surgem do nada. Geralmente, toda criança-problema tem um ambiente problemático; não se consegue limites saudáveis quando o ambiente não é propício. Como naturalmente lutamos contra os limites desde o nascimento, é preciso muita ajuda para desenvolvê-los.” Esta afirmação dos doutores H. Cloude John Townsend, no livro Limites para ensinar aos filhos, confirma a necessidade de definirmos limites para os nossos filhos, o que passamos a fazer sem a de desenvolver um tratado teológico sobre o tema, apresentando apenas conselhos práticos de muito mais valia. Na verdade, não estou inventando nada e nem mesmo tomando por base qualquer literatura evangélica. Apenas transmito o que a Bíblia preceitua há séculos, mas que a igreja tem negligenciado e que as famílias e escolas têm percebido a falta que faz, razão pela qual a Revista Veja, publicou na edição 1863, ano 37 – n° 29, de 21/07/2004, como reportagem de capa, sob o título Regras básicas para entender e ajudar os filhos”, que são: 1. As atitudes do dia-a-dia são mais importantes do que os conselhos - Nossos filhos aprendem muito mais observando o nosso comportando do que nos ouvindo. 2. Demonstre afeto incondicional, porém, sem mimar seus filhos – É extremamente saudável abraçar e beijar os filhos, independente da idade deles. 3. Envolva-se com a vida de seu filho – A falta de monitoramento aumenta os riscos de se envolverem com drogas, álcool e delinquência, bem como o risco de uma gravidez extemporânea. 4. Trate seus filhos de acordo com as etapas de crescimento dele – A técnica que funciona em uma idade pode ser um desastre em outra. 5. Estabeleça regras e limites desde cedo – Com o tempo, tais regras e limites ajudarão na administração do próprio comportamento deles. 6. Encoraje seu filho a se tornar independente – Busca de independência não é rebeldia, desobediência ou desrespeito, se bem direcionada pelos pais e se os limites estão bem definidos. 7. Seja coerente – Não mude as regras todos os dias ou apenas para atender a uma situação específica, pois serão esquecidas ou negligenciadas e a culpa pelo mau comportamento dos filhos será sua, neste caso. 8. Evite castigos físicos violentos ou agressões verbais – A punição é necessária, mas a violência e os xingamentos sempre têm efeitos nocivos. Sempre que punir, explique claramente as razões e seja cauteloso no método e com as palavras. 9. Explique bem as regras e decisões, mas ouça o ponto de vista de seu filho – Eles aceitarão e acatarão as ordens com mais facilidade se percebem que são lúcidas e bem embasadas, e que estão sendo valorizados como pessoa e em suas opiniões. 10. Respeite seu filho – A criança aprende a lidar com os outros e a tratar as pessoas observando a maneira como os seus pais a tratam e se tratam entre si. Não há novidade e muito menos fórmulas mágicas para se estabelecer limites na educação dos filhos. Porém, é preciso coragem, firmeza e participação ativa, bem como tempo dedicado e bons conselhos oferecidos, a fim de que os limites estabelecidos sejam bem definidos e bem entendidos. Se assim agimos, temos autoridade para aplicar a punição ou o corretivo necessário quando os filhos nos confrontarem. Seu filho precisa que você se envolva, ignore os protestos dele e assuma o controle. Não raro, ele próprio fica assustado com as próprias atitudes inconsequentes, precisando de alguém mais forte que o ajude a se conter e a estruturar a vida. Lidar com a resistência e a insolência dos filhos faz parte do processo educacional e, de certa forma, os nossos filhos sabem disso. O problema é que, às vezes, os pais também de alguém que lhes imponha limites. Quem não aprendeu a obedecer é incapaz de estabelecer os limites necessários para seus filhos. Porém, inicie o processo de reversão em sua família, à luz da Palavra de Deus, para que seus filhos, percebendo sua luta para se tornar melhor, passem a fazer exatamente o que lhes é ensinado, antes de saírem de casa. Não desista de seus filhos. Ame-os sempre. Somos os únicos pais que eles têm e ninguém no mundo tem tanto poder e influência sobre eles.
Autora: Aretuza Fernandes de Castro Ribeiro

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