quarta-feira, 23 de junho de 2010

Primeiros Passos...

Vamos cuidar da saúde das nossas crianças
O Ministério da saúde / OPAS e a Sociedade Brasileira de Pediatria estabeleceram, para crianças menores de dois anos, dez passos para alimentação saudável. Passo 1. Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimentos. Passo 2. A partir do seis meses, introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais. Passo 3. Após os seis meses, dar alimentos complementares ( cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas, legumes), três vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco vezes ao dia, se tiver desmamada. Passo 4. A alimentação complementar deverá ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança. Passo 5. A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher; começar com consistência pastosa ( papas / purês ) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família. Passo 6. Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é, também, uma alimentação colorida. Passo 7. Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições. Passo 8. Evitar açúcar, café, enlatadas, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação. Passo 9. Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados. Passo 10. Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação. Ao introduzir fórmulas infantis apropriados para a faixa etária observe se a indicação está adequada ao bebê. Atualmente o mercado oferece vários tipos de leite - leite de cabra, leite de soja, leite de arroz, bebidas à base de soja – cuidado! Nem todos tem indicação para o uso em bebês e até mesmo em crianças. É o caso das bebidas à base de soja que não oferecem todos os nutrientes necessários. Ariana Galhardi Lira Nutricionista CRN: 21.204

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Importância da Atividade Física na Infância

A atividade física é indicada para o ser humano e deve ser estimulada em todas as fases da vida. A criança deve ter liberdade para se mover de acordo com o seu desenvolvimento como rolar, engatinhar e andar com apoio. Na idade pré-escolar (4 a 7 anos) as atividades mais indicadas como pular, correr, nadar são trabalhadas através de jogos que estimulem a coordenação motora e nessa fase, direcionar a criança para um esporte pode privá-la de desenvolver certos grupos musculares.

A diferença é que no esporte pratica-se atividade física associada à competição visando resultados e este é muito importante porque desenvolve a sociabilidade, respeito às regras, empenho e o modo de lidar com as vitórias e derrotas. Portanto entre os 8 e 11 anos já se indica a prática de um esporte favorito porém sem incentivo à competitividade evitando o conflito emocional. A partir dos 12 anos já é indicado iniciar treinamentos visando resultados. Nessa etapa é importante respeitar as diferenças entre as crianças, principalmente pelo ritmo de crescimento individual. Não há contra-indicação para a atividade física mesmo que a criança esteja doente ou com problemas físicos desde que seja respeitado o momento que ela está vivendo.

Seus maiores benefícios são o desenvolvimento da força muscular, flexibilidade, melhora da coordenação motora, estimula o crescimento ósseo, a capacidade respiratória e cardíaca, previne a obesidade e a longo prazo diminui o risco de hipertensão arterial, diabetes e problemas cardíacos. É muito importante que os pais estimulem a prática da atividade física, mas isso não significa fazer cobranças excessivas pois pode gerar aversão ao esporte, sentimento de derrota e até transtornos de caráter. Se aos pais cabe encorajar e estimular, ao treinador cabe controlar a intensidade dos exercícios levando em conta idade, sexo e aumento gradual sem forçar. O esporte pode ser um aliado à saúde da criança desde que seja praticado no mínimo 3 dias mas nunca 7 dias na semana e acompanhado de perto pelos pais e profissionais da saúde.

Mas lembre-se : a criança deve ter o direito de não ser um campeão. Tanismara Fernades de Castro Fisioterapeuta do Trabalho